sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Moonfest - 13/10 em São Paulo

Atenção pessoal! Ninguém vai ficar sem evento de RPG em São Paulo este ano. No dia 13/10, vai rolar a Moonfest:




Organizado pela Redbox Editora e Moonshadows Livraria, o evento que inicialmente apenas visava reunir os jogadores e fãs dos jogos da Redbox foi melhorado e ampliado. Se juntaram ao apoio as sempre presentes Secular Games, Retropunk e Pinnacolo, que viram na Moonfest uma boa oportunidade de nos reunir para celebrar o nosso hobby favorito. 

Em sua primeira edição, a Moonfest pretende reunir jogadores de RPG e apresentar um espaço lúdico para jogos e atrações como venda de produtos, palestras e bate-papos informais com as editoras, sempre fomentando o jogo junto aos iniciantes e procurando auxiliar no desenvolvimento e na formação de novos jogos e autores. 

Data: 13 de outubro de 2012 (sábado)
Local: Associação Cultural Mie Kenjin do Brasil na Av. Lins Vasconcelos 3352
Horário: 13h às 20h
Ingresso: R$ 15 (comprando o ingresso você ganha um vale compras de R$ 5)
Contato: 11 3266-3916 ou por email redbox@redboxeditora.com.br

REALIZAÇÃO
Redbox Editora e Moonshadows Livraria

APOIO
Secular Games
RetroPunk Game Design
Pinnacolo


Mais informações: http://www.facebook.com/RedboxEditora

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Bora aparecer, povo!

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Promoção: ganhe um Fiasco da alga marinha mutante ninja!

É isso aí, gente! Tenho um exemplar extra, zero bala, do livro Fiasco da Retropunk, e resolvi fazer um concursinho já que esse blog é novo e estou sem tempo de lotar ele de material.

ainda está até no saquinho de plástico bolha que a Retropunk usa para enviar suas encomendas


Então, como o antônimo de Fiasco é Sucesso, se você fizer sucesso aqui, ganhará este livro! E se esse concurso fizer sucesso, haverão outros no futuro.


Seguem as regras:

1. Pode participar do concurso qualquer pessoa residente no Brasil ou com endereço no Brasil para o envio do livro, sem custo por parte do ganhador, pelo correio;

2. Ao participar desse concurso, você está declarando que leu e concorda com as regras. Artigos que estejam em desconformidade com as regras serão desclassificados e deletados do blog.

3. Para participar, você precisa enviar um artigo original (não publicado em nenhum outro lugar, em qualquer língua que seja), abordando qualquer assunto dentro do tema RPG. Pode ser uma resenha, uma adaptação, um mini cenário, uma aventura, um texto filosófico versando sobre RPG, uma charge, um vídeo, etc., para o e-mail gracilariopsis @ gmail . com (junte tudo), com o título "Concurso Fiasco". O texto precisa ser enviado no formato .doc,  .docx ou .rtf, e imagens separadas no formato .jpg e no máximo 500 pixels de largura. Se você for mandar vídeo do youtube (e o vídeo for de sua autoria e for o material principal do artigo), o mesmo deve estar configurado para poder ser acessado apenas por pessoas que tiverem o link (não listado). Após o término do concurso (divulgação do ganhador), você poderá postar o artigo enviado em outros blogs ou sites, mas pede-se que seja citado que o artigo foi criado para este concurso, e seja linkado o endereço para o post nesse blog.

4. Eu farei uma pré-seleção do material e publicarei apenas o que considerar adequado ao blog. O material enviado não pode conter palavrões, discurso preconceituoso, erotismo ou incitação a qualquer prática condenável. Pense no artigo como se tivesse uma classificação etária de 14 anos. Se for lidar com um tema maduro, trate-o com maturidade que será aceito. Além disso, respeite as regras de ortografia e gramática da língua portuguesa. No caso de erros muito graves, seu material será mandado de volta para que revise o português, e isso irá atrasar a publicação (e pode te fazer perder a chance de ganhar alguns pontos, veja abaixo). 

5. Não esqueça de enviar junto com o artigo, seus dados de contato (e-mail, endereço de blog, facebook, twitter, enfim, o que você julgar mais adequado) para que sejam divulgados junto ao post.

6. Todos os artigos participantes serão postados por mim no blog com o título escolhido pelo autor, e precedido de [Concurso Fiasco]. Serão postadas também, ao final do artigo, todas as informações de contato que o autor quiser divulgar (incluindo endereço do site ou blog).

7. É permitido participar com mais de um artigo.

8. O concurso será prorrogado caso não haja, até a data limite de envio, um mínimo de 10 artigos participantes. Nesse caso, haverá um período de duas semanas entre a data limite de envio e a apuração do ganhador.



O ganhador será determinado a partir de uma pontuação gerada com a seguinte regra:

Número de visualizações do post até a data limite de fechamento do concurso: cada visualização vale um ponto
+
Número de pessoas que comentaram favoravelmente ao post (seja elogiando, comentando, ou com críticas construtivas):  cada pessoa (perfil do google) que comentou de forma positiva ou que colaborou com a discussão sem fazer flame ou spam vale 5 pontos
+
O post que eu mais gostar leva 10 pontos adicionais (além dos 5 pontos que todos podem ganhar pelos meus comentários no post)


Prazo de envio e postagens:

Os artigos serão recebidos e postados no blog até o dia 15 de novembro de 2012. Serão postados à medida que forem recebidos, então quanto mais cedo você participar, mais tempo terá para que acumule pontos. Pode parecer injusto a princípio, mas é um incentivo à participação de quem está com uma boa ideia na cabeça e só precisa de um empurrão para botar a mão na massa.

Data da apuração dos pontos e divulgação do ganhador:

Salvo algum problema muito grave (e nesse caso eu irei avisar), a pontuação será apurada em 31 de novembro de 2012, às 20:00h, sendo o ganhador divulgado em seguida. Entrarei em contato com o ganhador pelo e-mail usado para enviar o artigo, e ele terá até o dia 07 de dezembro para enviar seu endereço de correspondência, para o envio do livro. Se isso não acontecer, o segundo colocado também terá uma semana para enviar os seus dados, e ficará com o prêmio.



Gostou da ideia? Pode fazer algo parecido ou igual no seu blog, mas não esqueça de citar os créditos! Se todo mundo começar a fazer esses mini-concursos, todos tem a ganhar!

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Narrar ou Mestrar: para quem e para que?

Foi-se o tempo das discussões intermináveis sobre a diferença teórica e prática entre os termos "Mestre", "Narrador", "Guardião", "GM" e tantos outros. É tempo de refletir sobre a ingrata tarefa de ser o mediador entre os jogadores e todo o resto do mundo de jogo, incluindo, principalmente a história a ser contada.
Eu já ouvi muita coisa, tanto estando no papel de narradora quanto no de jogadora. Alguns argumentos na minha opinião são absolutamente válidos, outros são puro egocentrismo. Nesse artigo eu vou discutir alguns deles. Não pretendo ser a dona da verdade, trata-se da minha pura opinião pessoal. Mas eu acredito que minha opinião valha pelo menos um momento de reflexão por parte dos leitores desse blog.

Vou começar a citar algumas frases, exagerando propositalmente ao ponto de beirar o ridículo, e fazer meu comentário sobre elas. :

Jogador mimimi: "Eu quero criar um personagem desse jeito e você não deixa. Eu sou um pobre injustiçado e você é uma mestra egoísta que não deixa eu me divertir"

Narrador de saco cheio: "Claro meu filho, eu sou um monstro. Eu elaborei essa crônica. Eu passei horas pesquisando, lendo, pensando numa história legal onde eu e vocês jogadores poderíamos nos divertir juntos. E você vem aqui, sabendo de antemão do que o jogo se tratava, porque eu avisei, e quer fazer um personagem que não se encaixa? Pior ainda, um personagem que tem todo o potencial do mundo de ser divertido apenas para você, em detrimento da diversão dos outros? Você já leu a minha mente? Não, né? Você não sabe que eu sei que um personagem assim vai me dar dor de cabeça, vai tirar o meu prazer de jogar, vai tirar dos outros o prazer de jogar. Portanto, encolha-se na sua insignificância, deixe de ser um filhinho de papai mimado, e faça um personagem para jogar conosco e não sozinho."

O que podemos extrair daqui? É claro que é uma situação chata que todo mundo que narra já teve de passar. Em casos extremos, isso até abala amizades. Mas é justo deixar que um jogador se divirta sozinho? É óbvio que não. Não tenha medo de dizer não. A minha primeira conclusão nesse artigo é:

Narrar para quem? Para o narrador e a maioria dos jogadores, proporcionando diversão para todos, incluindo a si mesmo.

Jogador mimimi: "Você está sendo injusto. Eu recebi aquela punição dada pelo NPC por implicância sua e agora isso está prejudicando o meu personagem. Você não tem o direito de fazer isso"
Narrador de saco cheio: "Você leu o plot? Leu a minha mente? Sabe o que os outros personagens estão fazendo quando rolamos aquelas partes em separado? Você leu os prelúdios deles? Quem é você para dizer que eu estou fazendo injustiça e protegendo alguns jogadores e prejudicando os outros?"

Isso acontece muito e chateia demais. Um jogador que não tenha em mente a ideia de que em RPG toda ação causa uma reação acaba por prejudicar o divertimento de todos. Se isso acontece uma vez, o melhor é conversar. Mas caso isso se torne uma constância, esse jogador é problema. Será que não tem um jeito de se livrar dele sem abalar a amizade? Sempre tem, se ele for maduro o suficiente. Segunda conclusão:

Narrar para quem? Para aqueles que contribuem para o jogo, em on e em off. 

Jogador mimimi: "Eu quero usar a regra que eu vi no site de fulano ou do livro XYZ. É material oficial e você não tem o direito de me dizer não."
Narrador de saco cheio: "Eu já disse que não, todo material tem de ser aprovado por mim."
É outro probleminha que torra a paciência e só atrapalha. Isso vem junto com advogados de regras, no geral, pessoas que param aquela bela cena onde você está deixando um pouco das regras de lado em prol do que está acontecendo em jogo só para dizer que você tá rolando errado. Dá vontade de matar um desses. Terceira conclusão:

Narrar para quem? Para aqueles que respeitam as pessoas e a história que está sendo contada.

Mas e aí, Graci? O que eu faço se todos os meus jogadores forem assim? Eu vou perder amizades, vou perder jogadores, todos vão ficar chateados. Minha resposta é: tá bom do jeito que está? Não te chateia ter de abaixar a cabeça e deixar que jogadores que só pensam no seu próprio umbigo e estão pouco se lixando para os outros jogadores, para o seu trabalho como narrador e principalmente, para a história que está sendo contada, continuem te obrigando a fazer o que você não está a fim e usam como arma chantagem emocional?

Punir é muito chato. Mas você já parou para conversar com eles? Uma conversa franca que poucos tem coragem de fazer, mas vai causar muito bem a todos os membros da mesa de jogo.

Já parou pra dizer pra eles que tipo de jogo você prefere narrar e perguntar que tipo de jogo eles querem jogar? Você pensa nos jogadores que tem na hora de elaborar o jogo? Planeja de antemão a criação de situações para envolver todos os gostos? Você sabe o que os seus jogadores querem jogar? Abra o jogo com eles, ao saberem o que você sente e pensa, muitos dos problemas serão evitados antes mesmo de acontecerem.

Mas e se não der certo? Será que o jogador mimimi tem mesmo o direito de estragar a diversão dos outros? Claro que não. Não tenha pena de não convidar para a próxima sessão os jogadores problema.

Narrar para que? Para proporcionar horas de diversão a todos aqueles que foram convidados para o jogo. 

Não adianta tentar fugir da responsabilidade: Todo narrador (seja qual for o nome que o sistema usado dá para a pessoa que ocupa esse papel) é um mestre de cerimônias encarregado de divertir as pessoas que ele convidou para o jogo, e ao mesmo tempo, tem a obrigação de divertir-se. Se ele não se diverte, a mesa está fadada ao fracasso. Se ele não resolver os problemas que aparecerem durante o jogo, ele estará fugindo do seu papel como mestre.

Narrar para quem e para que? Note que todas as conclusões a que eu cheguei nesse artigo são complementares e muito parecidas. Narre para se divertir, para divertir aos demais, e jamais permita que a diversão seja abalada por alguém que não merece o seu trabalho. Você não está narrando para mostrar o quanto você conhece o sistema e o cenário, nem para provar nada para ninguém. Se você faz isso, é melhor repensar seus conceitos. Você está narrando pelo prazer que isso traz, e você tem a obrigação de garantir que isso aconteça.

domingo, 30 de setembro de 2012

RPG: Aprovado pela NASA

Estava eu vendo arquivos antigos quando esbarrei no scan de uma reportagem da Folha de São Paulo datada de 21/07/1996. A imagem está em qualidade ruim, mas é possível ler perfeitamente:



Na época, se me lembro bem, a NASA estava bastante envolvida com uma possível viagem de longa duração para marte a ser realizada num futuro próximo. Já se passaram mais de 15 anos, o pessoal nascido naquela época já tem idade para jogar RPG, a viagem para marte não vai sair tão cedo, e infelizmente o RPG continua ainda a ser alvo de preconceito de muitas pessoas.
Muita coisa mudou desde aquela época, felizmente. Já vi crimes sendo atribuídos à influência maligna do RPG e posteriormente os julgamentos inocentaram os acusados ou foram desvinculados da tal influência que não existe. Ficou provado que tentar culpar o RPG foi uma manobra dos advogados para alegar insanidade dos acusados.
Já vi pessoas mudando de opinião, vi o jogo sendo permitido em locais que antes era proibido por puro preconceito. Recentemente há vários trabalhos na área de RPG e educação, como os desenvolvidos pela equipe do Roberto Shiniti Fujii na UFPR. A dissertação de mestrado dele, de título “Um estudo sobre a argumentação do RPG nas aulas de Biologia” pode ser baixada no site da UFPR.
Roberto Shiniti é apenas um exemplo entre vários brasileiros que tem estudado os benefícios do RPG. Uma busca no Google Acadêmico usando as palavras “RPG” e “educação” trazia hoje, data em que esse artigo foi revisado, 2090 entradas, a maioria relacionadas a RPGs eletrônicos, mas muitas sobre RPGs “de mesa”. Todos os artigos abertos por mim, independente de serem sobre RPG eletrônico ou de mesa, ressaltam os benefícios desses jogos. Apenas para citar os mais recorrentes temos: uso da criatividade, incentivo à leitura e à escrita, desenvolvimento da expressão verbal, facilitação na organização das ideias e do texto e na atuação dentro de um grupo, desenvolvendo as competências sociais e argumentativas. Recomendo a todos que queiram ter bons argumentos a favor do nosso passatempo, que refaçam a busca e leiam a introdução de alguns artigos ou teses. Material em português não falta, e as instituições as quais esses pesquisadores pertencem são de credibilidade incontestável.
Não hesite. Se alguém falar mal do RPG na sua frente, tenha armas para contra-argumentar!

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

O que é preciso para começar a mestrar RPG?


De vez em quando me perguntam o que é necessário para começar a mestrar. Em sua maioria, as pessoas que perguntam moram em cidades pequenas, sem acesso a um grupo, e todo o contato que possuem com RPG é pela internet. Nunca tendo tido contato com RPG de mesa, elas tem medo de não conseguir mestrar direito. Eu tenho algumas dicas para ajudar quem está nessa situação, sem acesso a uma mesa de jogo, e querendo começar uma.


A primeira é talvez a mais importante: conhecer bem o sistema de regras e o cenário escolhido. Isso significa não apenas ler o livro, mas principalmente estudar essas regras e o cenário. Isso te dará segurança, pois invariavelmente os jogadores irão tentar fazer várias coisas diferentes daquilo que você tinha planejado para a sessão. Essas coisas vão desde tentar improvisar – e você vai ter de saber bem as regras para ver se o improviso é válido ou não – até sair totalmente do “caminho” planejado – e você vai ter de conhecer bem o cenário para narrar de improviso o que eles encontram. Nesse sentido, eu recomendo começar a narrar com um sistema e cenário já existentes. É muito difícil criar um sistema e cenário próprios, e para que suas criações funcionem, você deve ter um bom conhecimento prévio de vários sistemas e cenários. Então, para começar, o mais seguro é pegar um sistema e um cenário que outras pessoas já testaram com sucesso.

Sem a possibilidade de jogar algumas mesas para ver como aquelas coisas escritas nos livros funcionam na prática, é recomendável jogar ou pelo menos ler e acompanhar alguns jogos por fórum, chat, skype, etc. Apesar de não serem exatamente como o jogo em mesa, eles funcionam bem para ter um primeiro contato, para ter ideias, e principalmente, para diferenciar um jogo de boa qualidade de um jogo ruim. Jogando você percebe algumas coisas que devem ser evitadas, que não estão exatamente escritas nos livros, e também você consegue aprender várias coisas legais para serem usadas.

Por fim, graças ao Youtube, muitas pessoas disponibilizam trechos de suas mesas. Eu fiz uma busca e me horrorizei com a quantidade de mesas ruins postadas (e o que é pior, o povo achando que está mandando bem). Mas de tudo o que eu vi tem uns bons exemplos, e deles, selecionei dois vídeos que mostram bem a parte interpretativa das mesas, e um outro que é um trecho mais focado em combate:









Quando eu comecei a narrar, eu não tinha jogado mesas excelentes. Minha primeira mesa foi boa, as outras foram muito fraquinhas. Eu já jogava um pbf, que era muito bom. Foi inspirada nesse jogo por fórum que eu me decidi que ia narrar. Posso dizer que os jogadores – e o narrador – que eu conhecia ficaram surpresos, pois não estavam acostumados com um jogo mais sério. Logo eu estava entrando em contato com outros mestres e outros jogadores, ampliando minha “teia RPGística”. Naquele tempo os sites de RPG eram poucos, não existia facebook, a dificuldade para se encontrar jogadores era bem maior. Hoje em dia as coisas estão mas fáceis.

Em uma cidade pequena, a pessoa que quer jogar RPG tem mais dificuldades. Às vezes não existe
outro jogador por perto, nem eventos de RPG para experimentar uma mesa. Então, a melhor maneira de começar um grupo é mestrando para seus amigos, chamando pessoas que você acha que se interessariam. Pode ser que nesse primeiro grupo formado, um ou dois jogadores se interessem a ponto de virar mestres. E aí essas pessoas chamarão mais gente, e você terá condições de jogar também. Conheço várias pessoas que começaram a jogar RPG narrando. Se você pensar bem, os primeiros narradores de RPG no Brasil eram pessoas que viajaram para o exterior e lá tiveram contato com o jogo. Não foi um contato muito grande, para torná-los jogadores experientes. Mesmo assim eles tiveram coragem de trazer o jogo para o Brasil. Leram os livros, se prepararam para mestrar, convidaram os amigos. Exatamente a mesma coisa que você pode fazer. O que diferencia essas pessoas de você? Elas tiveram coragem e foram em frente!

Semana Internacional do Livro – Seus 10 Livros de RPG (Versão Alga Marinha Mutante Ninja)



Pegando a onda do blog Pontos de Experiência de Diogo Nogueira, que teve a ideia disseminada pelos principais blogs de RPG, esta alga que vos fala resolveu aderir também e fazer a sua lista de 10 livros de RPG conforme as regras criadas pelo Diogo, que são:

“Como estamos na semana internacional do livro, resolvi propor um brincadeira para vocês que vi sendo feita algumas vezes entre blogueiros lá e fora. Basicamente fazemos uma lista com dez livros de RPG, entre todos que possuímos. Esses são os seus livros favoritos, aqueles que você levaria para qualquer lugar que fosse se mudar, se não tivesse como levar todos. E aí? Topam a brincadeira?
Atenção para as regras da lista:
·         Você deve possuir esses livros fisicamente, não vale PDF (se acontecer um cataclisma tecnológico, como você vai jogar com eles?) ou livros que você adoraria possuir;
·         Não precisa ser necessariamente um livro, pode ser um Boxed-Set (que acabe contendo mais de um livro), mas deve ser um único produto (ou seja, se por acaso você comprou um promoção que vieram vários livros juntos, mas, normalmente, eles são vendidos separados, não conta);
·         Podem ser livros nacionais ou importados, de qualquer sistema de regra, de qualquer tipo de ambientação, basta ser de RPG; A cada escolha, fazer uma breve explicação do porquê da mesma, bem simples e rápida.”


Seguem os livros da Graci:

10. Pathfinder Core Rulebook
Fantasia medieval não é o meu tema favorito. Mas o que seria de uma coleção de RPG sem um jogo assim? Pathfinder não apenas tem as melhores regras, como também carrega a maior quantidade de conteúdo em seu livro básico.







9. Hunter: The Reckoning
Não é segredo que eu sou super fã desse cenário. Jogar com caçadores de criaturas sobrenaturais é legal. Mais legal ainda se os coitados dos caçadores tiverem sido escolhidos sabe-se lá por quem, recebido poderes sabe-se lá de onde, e também uma obcessão pela caçada, que acaba destruindo as suas vidas e a sua sanidade. Além disso, esse livro básico, por ter sido um dos últimos escritos para o sistema Storyteller, não apenas tem as melhores regras escritas, mas também tira um monte de dúvidas e preenche um monte de buracos dos livros anteriores.



8. Vampiro A Máscara 3ª edição
Eu tenho um grande carinho por este livro. Vampiro a Máscara me formou como narradora, e eu tive sorte de ter bons exemplos logo que comecei a jogar. Eu gosto muito do cenário, e por gostar tanto dele, entretanto, acho a maioria das mesas de Vampiro que abrem por aí um lixo /o/






7. Mutantes & Malfeitores
Com regras que misturam o D20 com o GURPS, ele tem uma ficha bem complicada de fazer. Mas com a ficha feita, o sistema é fácil, funcional e proporciona muita diversão.







6. Vampiros do Oriente
Vampiros do Oriente é um livro da segunda edição de Storyteller, com regras meio tosquinhas e cheias de buracos, mas é um cenário que eu gosto muito. Fazer o quê, eu sou fã de filmes de horror orientais.







5. Rastro de Cthulhu
Eu tenho a primeira edição brasileira colorida e capa dura! Morram de inveja, mortais! E se arrependam até o dia em que as estrelas se alinharem por não terem comprado este livro. Azar de quem não tem, o sistema é perfeito para jogos investigativos, e o cenário dispensa comentários. 





4. Call of Cthulhu 6ª Ed
Eu acho que CoC não precisa de comentários... então não me peçam para dizer porque escolheria esse livro








3. Dark Ages Vampire
Esse livro faz Vampiro a Máscara e Vampiro o Requiem parecerem Crepúsculo. Sério, tem a melhor definição de Maldição Vampírica que eu já vi, e os Anciões mais assustadores que você poderá encontrar. As regras são lindas, a distinção entre Clãs Altos e Baixos apimenta o cenário, e os Paths são um prato cheio para tornar o jogo altamente pessoal. 




2. Scion: Hero
Scion tem proporcionado as horas mais divertidas de RPG que eu passo atualmente, seja narrando ou jogando. O sistema é legal (tem furos sim, mas é legal), o jogo é ágil, dá para pirar na batatinha na hora de criar aventuras, e mitologia + cenário contemporâneo são uma combinação que não tem como dar errado. Destaque para a última sessão onde eu coloquei os jogadores com personagens normalmente porradeiros na ilha de Circe. \o\




1. Wraith 2nd edition
Este livro foi adquirido recentemente e eu ainda nem li, mas o motivo de eu ter comprado é pessoal. Um grande mestre e jogador que eu conheci, e que já nos deixou, tinha em Wraith seu cenário favorito. Esse livro me faz lembrar de todos os momentos divertidos em que jogamos juntos. Ângelo, onde você estiver, obrigada por tudo.


quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Semana ‘leia um livro de RPG em público’


fonte: http://www.theescapist.com/readrpgsinpublic/portugues.htm 

De 27 de fevereiro a 5 de março
De 24 a 30 de julho
De 25 de setembro a 1 de outubro



A Semana ‘LEIA UM LIVRO DE RPG EM PÚBLICO’ é um evento que acontece 3 vezes por ano, durante as semanas dos dias 4 de março, 27 de julho e 1° de outubro. Durante essas semanas, RPgistas são encorajados a pegar os livros de regras que mais gostam, sair de casa e lê-los em público – no ônibus, na cafeteria, no almoço, no parque, ou em qualquer lugar (contanto que não atrapalhe as atividades no trabalho, escola, igreja etc.).
Qual o motivo dessa campanha?
O objetivo é tornar nosso hobby mais visível. Sair do porão, fazer com que mais pessoas tenham contato com o RPG. Algumas pessoas vão ficar curiosas e acabar perguntando o que você está lendo, o que te dará a oportunidade de explicar o que é o hobby. Algumas delas podem se interessar o suficiente para querer experimentar. Antigos RPgistas podem ver você lendo e lembrar dos bons momentos que tiveram jogando, talvez até voltem a jogar.
Que livro eu devo ler em público?
A escolha é sua. Pessoalmente, eu gosto de escolher livros com capas chamativas, que prendam a atenção de quem passa. A arte na capa da maioria dos livros de RPG costuma ser incrível, quando você Le um deles em público, alguém certamente vai fazer um comentário.

Você também deve tentar escolher livros mais ‘agradáveis’, ‘digeríveis’. Pessoas que não estão familiarizadas com o hobby podem não achar graça em títulos como ‘Kill Puppies for Satan’ ou ‘Kobolds Ate My Baby’. Evite livros que vão ofender as pessoas ao redor – NÃO LEIA ‘DEMON: THE FALLEN’ NA IGREJA. Claro que esses livros são divertidos e não fazem mal a ninguém, mas não vão ajudar a divulgar o RPG.

Por que três semanas? Por que não só uma?
O problema com eventos anuais é que há muito tempo entre uma edição e outra. Se você perder uma, terá que esperar o ano inteiro pela próxima. Já que a semana ‘LEIA UM LIVRO DE RPG EM PÚBLICO’ é um projeto bem simples e sem custos, por que não três semanas?
Mas por que essas três semanas?
Nos Estados Unidos, em 2008, 4 de março foi proclamado o ‘Dia do Mestre’ (GM’s Day – Game Master, não General Motors), coincidentemente, foi o mesmo data em que faleceu Gary Gygax, co-criador do Dungeons & Dragons. 27 de julho era o aniversário de Gygax, e 1° de Outubro é o aniversário de Dave Arneson, o outro co-criador de D&D.

Por que a semana ‘LEIA UM LIVRO DE RPG EM PÚBLICO’ é um evento especial? Não posso fazer isso quando eu quiser?
Claro! Faça o tempo todo! Seria incrível! O motivo deste evento é encorajar os RPgistas a tornar o hobby mais visível, responder perguntas que as pessoas que não conhecem o jogo possam ter e gerar interesse para que eles queiram jogar também.A campanha existe para motivar os RPgistas a divulgar o hobby, se ao invés de três semanas durar o ano todo – ou, ao invés de ler, as pessoas decidirem jogar em público – melhor ainda!
Mas eu já leio livros de RPG em público!
Ótimo! Continue assim!