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quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Estão querendo gourmetizar o seu RPGzinho online, não caia nessa!

Mais um post da série "opiniões impopulares da Graci". 
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Em tempos de pandemia, sem poder se encontrar presencialmente, jogar online passou a ser uma necessidade. 

Não podendo mais voltar a se encontrar presencialmente, as pessoas passaram a usar Discord, Roll20 e outras plataformas para jogar. E isso é ótimo, porque distância deixou de ser uma barreira. Entretanto, streamers de RPG, que são o modelo óbvio para as pessoas que nunca jogaram online se espelharem, estão passando uma ideia totalmente glamourizada e irreal que você acaba adquirindo consciente ou inconscientemente: que você precisa de uma internet rápida e estável, de um local bonito com vista bacana, precisa estar bem arrumado, penteado, bem vestido e até maquiado (cruzes, parece que vão te enforcar se a sua testa estiver brilhando), precisa montar um “estúdio” caseiro com acústica boa para não pegar o som externo, tem de mandar fazer uma skin bonitona e exclusiva para o seu jogo, precisa dispor seu equipamento de modo a mostrar sua bela coleção de RPG ou o quanto você é engajado em assuntos nerds, precisa até de boa iluminação para jogar!!! Pelos deuses, tudo isso é bobagem! O que vai definir a qualidade do seu jogo não é nenhum desses aspectos idealizados, é o engajamento de todos no jogo em si. 


O RPG Gourmetizado, pronto para você comer.
O RPG Gourmetizado, pronto para você comer. 


domingo, 30 de agosto de 2020

O Mestre não é uma posição de poder

 Ser Mestre não é ter uma posição de poder, nem é algo especial. O Mestre, independente do nome que receba nos diferentes jogos, é apenas um jogador com uma função diferente da dos demais. Saiba porque e desmistifique o mito do “Mestre de Jogo” lendo o restante do texto.


terça-feira, 18 de março de 2008

O que você espera de uma revista de RPG?

Essa é uma pergunta que todo mundo que já folheou uma se fez, pelo menos uma vez na vida. Eu, como muitos de vocês, já pensei diversas vezes: "ah, se algum dia eu me aventurar em fazer uma revista em pdf, gostaria que ela fosse assim".
Com o tempo, eu fui elaborando um formato de revista, que nunca se concretizou, com textos que eu vinha testando o formato aqui mesmo, no meu Multiply. Em várias ocasiões, me deu uma vontade louca de tocar o projeto, mas em todas elas o motivo era o errado: ou porque eu tinha lido uma revista e achado ela ruim, ou por raiva de alguém, ou por puro e simples ego. Tá, eu queria esfregar algumas coisas no nariz de alguém.
Ainda bem que eu tive maturidade para não começar esse projeto em nenhum daqueles momentos. Ao contrário, eu guardei ele, amadureci a idéia, conversei com algumas pessoas, fiz um verdadeiro trabalho psicológico para que isso ganhasse forma. E como trabalho psicológico, eu não estou me referindo a simplesmente ficar matutando a idéia. Eu realmente levei a idéia à minha psicóloga, que me acompanha desde os tempos em que eu estava quase desistindo de terminar meu Doutorado, que me ajudou a ter persistência e a encarar a vida de outra forma. Eu apresentei o projeto para ela, e ela me ajudou a amadurecer ele.
Agora, o projeto está prontinho. Saiu da fase de planejamento e está começando a fase de execução. É o meu projeto sim, mas eu quero imprimir nele a marca da participação de pessoas, de jogadores e narradores de RPG, que ao longo desses anos me ajudaram a formar as minhas idéias e práticas sobre o jogo.
Por isso, eu volto ao meu Multiply, após um longo período de inatividade, fazendo dois convites: um, para que respondam à pergunta citada acima. Os textos, de até 500 caracteres, serão selecionados, e os mais relevantes serão utilizados na seção de e-mails do número zero da revista. Só assim, o projeto de uma revista gratuita em pdf vai deixar de ser mais um projeto focado em idéias pessoais, para ser algo de utilidade real para os leitores.
O segundo convite, é para colaboração na revista. Sozinha, eu não vou conseguir. Como o Multiply é repleto de pessoas que escrevem sobre RPG, seja criando novos materiais, orientando jogadores e narradores, ou mesmo compartilhando suas experiências de vida, eu me sentiria honrada caso vocês compartilhassem comigo esse projeto. Quem estiver a fim de ajudar, me procure.
Graci